Existem Discos Voadores? Existe Vida Inteligente fora da Terra? Os extraterrestres nos visitam?
Existem Discos Voadores? Existe Vida Inteligente fora da Terra? Os extraterrestres nos visitam?
O texto é de autoria desconhecida e foi encaminhado ao blog via email.
Apesar de algumas tentativas, não conseguimos localizar a home page citada no início do artigo, e nem conseguimos contato com o autor, de qualquer maneira decidimos publicar no blog, pois o seu conteúdo é esclarecedor.
Neste momento, o internauta poderá estar questionando: o que leva um médico a colocar um tema como esse na sua home-page? A resposta não é simples, mas pouco importa. Quem sabe o dono da home-page é um aficionado do assunto? Não existe gente que gosta de futebol? Bem, o que interessa mesmo não é isso.
O fato é que, com muita frequência, em consultório, principalmente de Psiquiatria e Clínica Geral, algum cliente questiona o médico sobre a existência de disco voadores, extraterrestres, etc. O médico, para não passar por doido, diz que não e logo pergunta ao paciente se por acaso ele está vendo esse tipo de fenômeno. O Cliente também diz que não e assunto pára por aí. Mas, afinal, o que há de verdade por trás disso tudo? As possíveis explicações são as seguintes:
Quatro perguntas básicas são sempre formuladas quando se aborda o fenômeno UFO:
Quatro perguntas básicas são sempre formuladas quando se aborda o fenômeno UFO:
1- O que é o fenômeno UFO?
2- Qual a sua origem?
3- Qual a tecnologia envolvida?
4- Quais são as intenções dos extraterrestres?
Diversas hipóteses tem sido apresentadas a respeito do que são e de sua possível origem: extra-planetários, intra-planetários (proviriam do centro da Terra), viajantes do tempo, viajantes dimensionais (proviriam de dimensões paralelas ou de universos paralelos), anjos, demônios, etc.
Em virtude dos fenômenos psíquicos envolvidos, a explicação deve envolver necessariamente a parapsicologia, quando não o ocultismo e o esoterismo. Tudo isso, naturalmente, repugna a ciência ortodoxa acadêmica, que não se arrisca a estudar o assunto, nem que este tivesse a explicação simplista extra-planetária. A ciência se recusa a acreditar que visitantes longínquos sejam capazes de vencer as tremendas distâncias inter-estelares, isto porque acredita firmemente que a velocidade da luz seja a velocidade limite do universo. Esse limite, que se deduz matematicamente da teoria da relatividade de Einstein, é também um limite paradigmático que, como fronteira intransponível, cerca e reprime inexoravelmente a imaginação dos cientistas. Infelizmente, esses tendem a crer que os atuais conhecimentos científicos são definitivos, quando a história da ciência prova exatamente o contrário. No ritmo atual, apenas cem anos de progresso científico e tecnológico transformariam a ciência em contudo, é a ciência algo irreconhecível, indistinto da magia.
Mesmo atualmente, se todo o conhecimento científico que vem se acumulando das pesquisas secretas militares e de laboratórios avançados governamentais pudesse ser publicada, a ciência tradicional sofreria forte impacto conceitual, e teria que rever muitos de seus fundamentos. Entretanto, em virtude dos segredos industriais e militares, ainda deverão decorrer talvez até décadas, antes que se possam publicá-los. Alguns pesquisadores afirmam que alguns dos UFOs possuem procedência terrestre, e que são parte de uma tecnologia secreta e avançada norte-americana. Essa opinião decorre de alguns revelações feitas no pós-guerra, atribuídas a alguns oficiais nazistas. De acordo com o ex-oficial dos Serviços Técnicos Especiais do exército alemão, Ulbricht von Rittner, quando as tropas norte-americanas ocuparam a parte ocidental da Alemanha, uma organização chamada Joint Intelligence Objective Commitee foi encarregada de reunir materiais, equipamentos e estudiosos alemães (entre os quais o famoso Wernher von Braun, que chegou a chefiar os projetos espaciais norte-americanos) e levá-los para os Estados Unidos. Essa organização levou 15.000 toneladas de material, incluindo planos militares, segredos e projetos de novas armas. Além das bombas V-1 e V-2, os cientistas alemães estariam desenvolvendo outros projetos, que iam da V-4, um foguete de 52 toneladas capaz de alcançar uma distância de 15.000 quilômetros, a até 10.000 quilômetros por hora, até outros mais avançados, tais como as V-8 e V-9, cujo esboço lembraria a forma arredondada dos discos voadores.
A ciência (que Carl Sagan define muito mais como um modo de pensar, do que como um corpo de conhecimento), ou a evolução da ciência, se faz pela superação de paradigmas, como bem descobriu Thomas Khun. Tal,ia acadêmica, produzida nas universidades e expressa nos jornais e revistas científicas de todo o mundo. Aquela produzida nos centros militares mais avançados, embora com os mesmos fundamentos, pode ter premissas e uma base de sustentação teórica talvez bem mais avançada do que a da ciência conhecida e tradicional. Por outro lado, e paradoxalmente, sabe-se que mesmo produções científicas de cunho avançadíssimo são marginalizadas por ter sua origem fora dos muros acadêmicos. Cientistas como Heaviside, Fillipov, Tesla (do qual se diz que antecipou a ciência do século XXI) e outros considerados excêntricos pela comunidade científica, ainda possuem centenas de páginas de pesquisas não analisadas, embora se saiba que eram gênios de altíssimo quilate.
Mesmo aqueles aceitos pelo sistema, tais como Norbert Wiener, von Neumann e mesmo Einstein, bem como outros de menor estatura científica, mas autores de importantes descobertas que a ciência acadêmica se recusa a pesquisar (do qual o melhor exemplo é o do cientista norte-americano Townsend Brown, descobridor do efeito Biefeld-Brown, relativo à antigravidade), de todos estes, nem toda a sua produção científica foi totalmente entendida e investigada. A desinformação técnica e científica da população, por outro lado, faz com que certas divulgações, muitas vezes,sejam tomadas literalmente como ficção.
Desde há alguns anos, vem ocorrendo (principalmente na Espanha) um estranho fenômeno sem explicação. Alguns pesquisadores começaram a receber estranhas mensagens pelo correio, mensagens estas com um conteúdo científico e tecnológico extremamente sofisticado; as mensagens atribuem a si próprias uma pretensa origem alienígena, e seus autores seriam provenientes de um planeta denominado Ummo. Um dos mais abalizados e bem informados pesquisadores de UFOs, o francês-americano Jacques Vallée, acredita que o fenômeno seja uma farsa, parte conspiração e parte experimento sociológico, e que seu conteúdo não passa de pseudo-ciência. Ele acha que as informações científicas disseminadas seriam parte dos estudos não publicados do cientista russo Andrei Sakharov. Entretanto, é sabido que alguns físicos franceses de altíssimo gabarito estão estudando sigilosamente as teorias físicas apresentadas em tais documentos, o que não seria o caso se eles não contivessem um conteúdo verossímil. Não se sabe se tal conhecimento científico foi aceito pela ciência oficial; entretanto, certas evidências fazempresumir que esse conhecimento tenha sido recolhido por setores militares de pesquisa.
Uma obra (literária?) extensa, que vem sendo publicada recentemente em vários volumes, tem sido mal interpretada e recebida como ficção, inclusive por alguns especialistas que a estudaram. Tal obra, denominada Operação Cavalo de Tróia, apresenta a mais incrível e bem documentada seleção de conhecimentos científicos jamais apresentada em uma obra não acadêmica. Uma ciência avançadíssima, com termos técnicos corretos e conceitos extremamente bem fundamentados, é apresentada em notas de pé de página, acompanhando a narrativa principal. Com exceção da antigravidade, toda a tecnologia presumidamente envolvida nos UFOs está, igualmente, extensamente descrita em detalhes, nessa obra.
A semelhança dessa descrição com aquela apresentada nos documentos de Ummo levaram alguns pesquisadores a presumir que o dito autor da obra, o espanhol J. J. Benitez, teria plagiado estes documentos. O volume de conhecimentos específicos e especializados ventilado nessa obra é, na verdade, tão grande, e tamanho o nível de detalhismo técnico, que seria impossível que um leigo, com formação superior unicamente em jornalismo, como é o caso de Benitez, o abarcasse em seu todo, mesmo porque o nível de descrição é muito mais profundo do que aquele que resultasse apenas de consultas a enciclopédias especializadas. Apenas quem tenha profundo conhecimento científico (conhecimentos médicos, de engenharia espacial, históricos, etc) e esteja profundamente familiarizado com a linguagem científica (ou então somente uma equipe de especialistas) seria capaz de escrever essa obra. Da astronomia e agronomia à zoologia,todos os campos e especialidades do conhecimento são nela abordados, com profundidade de especialista. Benitez, por seu lado, talvez surpreendido pela transformação da obra em best-seller, reluta em revelar a sua verdadeira origem. Esta, no próprio texto, afirma ser um diário (escrito por um major norte-americano enquanto realizava experiências para um organismo secretíssimo de pesquisas dos EUA), o qual acabou, pela vontade do major, por cair nas mãos de Benitez, que o publicou. A narrativa principal do diário refere-se a uma pretensa viagem no tempo, voltando à época de Cristo, realizada pelo major, a bordo de uma espécie de módulo lunar.
As informações técnicas apresentadas em notas de pé de página corresponderiam às etapas e procedimentos relativos às pesquisas e conhecimentos científicos envolvidos, ressalvada uma pré-censura realizada pelo próprio major para evitar externar conhecimentos de âmbito restrito e secreto. Vários aparelhos de sofisticada tecnologia são descritos, sendo que de muitos deles jamais se ouviu falar; outros, entretanto, por incrível que pareça, correspondem a equipamentos que somente muito recentemente foram colocados no mercado (a viagem do major teria sido realizada em 1973). Só para dar alguns exemplos, o microscópio de tunelamento e o sistema de exploração do corpo por ressonância magnética são descritos na primeira edição do livro (1984), muito antes desses equipamentos se tornarem disponíveis aos estabelecimentos hospitalares e de pesquisa. No diário, o major revela que os conhecimentos científicos e tecnológicos utilizados para construir os sofisticadíssimos equipamentos que tornaram possível a viagem no tempo, foram trazidos pela CIA da Europa. Ora, nessa época (e mesmo atualmente), a ciência praticada nas universidades e centros de pesquisas europeus não estava tão avançada assim, e se a CIA recolheu este saber (como afirma o major) na Europa, não foi no ambiente universitário.
Segundo esses conhecimentos, a cosmologia e a física quântica modernas estariam apoiadas em premissas erradas; o espaço e o tempo não teriam uma existência real, porque seriam determinados pelas partículas primordiais do universo (desconhecidas pela ciência). Em outras palavras, o espaço e o tempo, partes de outras dimensões superiores, não são o que se pensa deles (não existem, ou só existem segundo a nossa concepção deles). Atravessar o espaço, ou deslocar-se na dimensão temporal conhecida, seria possível apenas pelo deslocamento dos eixos virtuais das partículas universais (denominadas swivel). De acordo com esta concepção, não existem deslocamentos reais; assim como uma frente de onda não desloca os seus componentes, mas sim "vibra" nos campos encontrados, assim também a matéria não se desloca, mas ressurge a cada momento (no nível daquelas partículas) em outro espaço-tempo contíguo, ao mudarem imperceptivelmente os seus eixos virtuais (o que, para a observação ao nível dos sentidos humanos, corresponde a um "deslocamento"). Também o nosso vetor universal de tempo (o que conhecemos por tempo) seria formado por todo um conjunto de eixos com o mesmo ângulo entre si; ao mudar a posição destes eixos, passa-se para outro tempo-espaço contíguo, que pode corresponder ao nosso "amanhã" ou ao nosso "ontem".Sendo assim, toda a nossa ciência espacial estaria obsoleta, por se basear em uma física(newtoniana-einsteiniana) que não corresponde à realidade.
As naves espaciais não necessitariam de propulsão para se deslocarem, mas sim de uma manipulação dos eixos de seus swivels (que lhes permitiria tanto deslocamentos espaciais quanto temporais). A respeito desse tema, é conveniente relembrar aqui o Projeto Filadélfia (ou o projeto oficial evocado por essa designação). Em uma extraordinária conferência na MUFON, em 13 de janeiro de 1990, o palestrante, Alfred Bielek, faz revelações fantásticas a respeito da experiência citada (que se baseou em teorias originais de Nikola Tesla e de von Neumann). Entre outras coisas, ele afirma que a estrutura do campo magnético da Terra, de todos os planetas do sistema, da galáxia e toda a massa conhecida possuem uma Referência de Tempo Zero, que é o eixo ou vetor da nossa dimensão tempo. Tudo que existe tem que fazer referência ao ponto de Tempo Zero. Von Neumann teria descoberto que há uma dimensão temporal além da nossa, uma quinta dimensão, que seria como que um rotator (vetor) girante à volta de um vetor primário, o qual indica o fluxo e a direção do tempo (o nosso tempo). Tudo que existe no nosso universo estaria ligado a esta Referência de Tempo Zero, de forma que o fluxo de tempo é comum para todo o universo (nesse caso, a teoria da não-simultaneidade do tempo, de Einstein, não se aplica, por se basear na velocidade finita da luz). Quando a referência temporal se quebra, propositalmente ou por acidente, o sujeito ou objeto desliza na dimensão temporal, e se perde de vista. Ele deixa de possuir vínculos com o universo anterior e fica à deriva nas dimensões superiores, que nos são invisíveis.
Voltando ao diário citado, se todo esse conhecimento fazia parte daqueles veiculados pelos "ummitas", é quase certo (se o diário não é apócrifo) que a CIA apoderou-se dos mesmos, e os levou para grupos secretíssimos de pesquisas nos EUA, sem entretanto revelar a sua verdadeira origem (que seriam documentos recebidos, pelos Correios (!), por ufólogos espanhóis. Ao apresentá-los como documentos acadêmicos, teriam conseguido a atenção dos cientistas, que os rejeitariam se eles fossem apresentados como documentos alienígenas). Na obra mencionada, informa-se que a crucificação de Cristo teria sido filmada pelo major, com o auxílio de uma sofisticada vara ou cajado, o qual continha uma microfilmadora a raio laser. Ora, em um espantoso documento publicado pelo norte-americano Milton Cooper, ex-militar da Marinha, no qual revela um suposto controle do planeta Terra pelos alienígenas dos UFOs, independente do seu sensacionalismo, ele afirma que os norte-americanos fazem viagens no tempo, utilizando tecnologia alienígena, e em uma passagem do referido documento, diz também que em uma dessas viagens a crucificação de Cristo foi filmada (Cooper é apresentado atualmente pela comunidade ufológica internacional como um disseminador de desinformação. Entretanto, toda desinformação deve envolver obrigatoriamente algo de informação verdadeira, que lhe dê uma aparência de credibilidade. O problema real está em separar o joio do trigo). Se toda essa história é verdadeira, ela subverteria completamente tudo o que se pensa saber sobre o verdadeiro grau de avanço tecnológico dos EUA. Todo o programa espacial americano seria unicamente uma cortina de fumaça para ocultar o que verdadeiramente existe. Isto não é, absolutamente, impossível.
O governo brasileiro conseguiu ocultar por muitos anos o seu programa nuclear paralelo (inclusive dos governos estrangeiros preocupados com este programa nuclear), que embora com menos verbas, era o autêntico. Sendo assim, mesmo um programa esbanjador de verbas como foi o programa espacial norte-americano (programa Apolo) poderia ser, ou um disfarce, ou a manifestação material do pensamento acadêmico científico, enquanto que outras opções mais secretas seriam conhecidas apenas de uns poucos iniciados (todo o Programa Cavalo de Tróia teria apenas 61 membros, segundo o major), conhecedores de avanços científicos sabidos unicamente em um círculo restrito (no livro acima citado, de Benítez, existem menções a dois outros projetos secretos, sendo que um deles teria o objetivo de realizar viagens ao futuro, e o outro (denominado Operação Marco Polo), teria o objetivo de realizar o transporte instantâneo da matéria – e de astronautas, por extensão – a distâncias inconcebíveis). Por uma questão de bom-senso, o sigilo estaria mais do que justificado, se esse conhecimento existisse realmente.
As conseqüências de sua divulgação poderiam ser terrivelmente desastrosas; se hoje em dia corre-se o risco permanente de que países e povos fanatizados possam utilizar a tecnologia nuclear, ou, pior ainda, de que armas desse tipo caiam em mãos de terroristas, imagine-se se a suposta tecnologia capaz de permitir a viagem no tempo se tornasse disponível! A própria continuidade da espécie ficaria em perigo, se manipulações temporais fossem realizadas. Se, além disso, a tecnologia envolvida no Projeto Filadélfia estiver disponível (mesmo a níveis secretíssimos), e parece que esse projeto teve (e está tendo) continuidade no denominado Projeto Montauk, então o acesso auniversos paralelos talvez não seja possível apenas nas páginas das história de ficção-científica.
Tudo o que foi até aqui explanado daria a impressão de que, afinal de contas, os alienígenas não passariam de astronautas terrestres, mais especificamente norte-americanos, testando armas sofisticadas e avançadíssimas. Hipótese sedutora, mas todas as evidências levam a crer que os alienígenas são realmente alienígenas (deve-semencionar que o conceito de alienígena não evoca, necessariamente, o conceito de ser de outro planeta). O sigilo envolvido leva a crer que, seja o que for que esteja sendo ocultado, é tão monumental que aterroriza até mesmo as pessoas que, conhecedoras do segredo, têm a imensa responsabilidade de mantê-lo oculto.
Na década de 60, a CIA iniciou um projeto de estudos das possibilidades ocultas do homem, em uma nova disciplina derivada da parapsicologia e de métodos de controle da mente. Esta pesquisa deu origem ao que passou a ser denominado RV (Remote Viewing, ou Visão Remota). A RV seria um tipo mais avançado e consistente (capaz de ser estudado cientificamente) de clarividência e pré-cognição, já bastante conhecidos pela parapsicologia, mas de difícil estudo. A RV permitia (e permite) que seu praticante adentre nas dimensões paralelas à dimensão normal espaço-temporal, indo para outras época ou até para outros planetas (de uma forma não física, evidentemente). Ainda que pareça inverossímil, a documentação hoje existente a respeito destes estudos é conclusiva, e não deixa dúvidas às suas imensas possibilidades investigativas. Alguns estudos em Visão Remota vieram lançar uma nova e assustadora dimensão ao problema UFO. De acordo com alguns pesquisadores (visualizadores remotos), existiria toda uma dimensão paralela à nossa realidade física, densamente povoada, e os habitantes dessa dimensão teriam tomado parte importante na história de nosso planeta, bem como fariam parte, também, de todo o folclore e mitologia presentes na história dos povos e nações antigas. Na verdade, estariam fortemente presentes na Bíblia e em outros livros sagrados, não necessariamente na forma de anjos. Eles coexistiriam com a humanidade há longo tempo, e, de uma forma misteriosa, fariam parte da própria psique do homem.
No Epílogo do livro Projeto Majestic, a Nave Perdida, Whitley Strieber diz que "minha intenção, com este livro, não é dar a impressão de estar afirmando que os ‘outros’ são alienígenas vindos de outro planeta. O que pretendo dizer, de maneira específica, é que eles são seres aparentemente inteligentes e desconhecidos. É apenas isso que pretendo dizer e que, no momento atual, acho que pode ser dito".
Em Comunhão, um outro livro seu, ele diz ainda que "eu não ficaria absolutamente surpreso se os visitantes fossem reais e estivessem, lentamente, entrando em contato conosco, seguindo uma programação por eles criada, que prossegue à medida que a compreensão humana aumenta. Se eles não pertencem ao nosso universo, será necessário entendê-los antes que possam surgir em nossa realidade. Em nosso universo, suas realidades podem depender de nossa crença. Então o corredor para entrar no nosso mundo seriam, na verdade, as nossas próprias mentes". Strieber diz ainda que pode ser "um fato muito real que entidades físicas saiam do inconsciente".
O problema é que talvez o mistério dos UFOs faça parte do imenso mistériodo homem. O psicólogo suíço Carl Gustav Jung exprimiu a opinião de que, embora os UFOs possam ter existência física ou material, constituem primordialmente um fenômeno psicológico, ligado aos mitos e arquétipos mais profundos do inconsciente. Jung acreditava mesmo que em certos casos, os UFOs seriam apenas projeções psíquicas ligadas a certos símbolos ou arquétipos universais, projeções estas que adotariam a forma mais adequada à condição histórica do momento (é curioso lembrar que os nomes ligados ao fenômeno não o explicam, apenas o descrevem em função de objetos que se lhe aparentam pela forma: disco, pires, prato, escudo, sino, charuto, lágrima, etc). De acordo com Jung, a partir de certa época, um grande número de pacientes começou a narrar sonhos nos quais surgiam dos céus estranhas formas circulares. Para ele, essas visões poderiam ser conjuradas e materializadas, à semelhança dos fiéis católicos que conjuram em si mesmos os estigmas (ferimentos infligidos) de Jesus. A aparente contradição entre um objeto "material" e um outro projetado psiquicamente pode ser solucionada, se se levar em conta o que foi dito pelo astrônomo-pesquisador de UFOs, Allen Hynek, na revista OMNI de abril de 1984. Em um artigo, Hynek sugere que a natureza aparentemente sólida, e entretanto efêmera dos UFOs poderia talvez ser explicada enxergando-a como "um intermediário entre a nossa realidade e uma outra realidade paralela, uma porta de entrada para outra dimensão".
O fator tecnologia tem importância na avaliação do fenômeno, porque é uma dimensão claramente perceptível. A tecnologia, em última instância, é técnica, e envolve conceitos de materialidade, tais como metalurgia, resistência dos materiais, estruturas dissipativas, etc, pelo menos no que se refere ao aspecto físico e estrutural do objeto. Os conceitos de engenharia podem abarcar (por comparação com a ciência terrestre): dinâmica de vôo, inércia, aceleração aerodinâmica, navegação, orientação espacial, comunicação, etc. Tópicos avançados deverão incluir: antigravidade, invisibilidade, transparência ao radar, fontes avançadas de energia, supervelocidade, interação multi-dimensional, etc. Supondo que seja uma nave militar, incluem-se ainda conceitos tais como armamento, blindagem, camuflagem, táticas de combate (ataque, defesa, interceptação, evasão, etc). Mas há mais: sabe-se que a técnica não depende da ciência, ao contrário da tecnologia. Mas ambas dependem de uma estrutura sócio-político-econômica (falando de uma maneira antropomórfica e terráquea) capaz de sustentá-las. Por exemplo, a conquista da Lua pelo homem só poderia acontecer na nossa época histórica, de ampla riqueza e de consumo em larga escala.
A tecnologia alienígena, entretanto, parece não se enquadrar neste esquema. Tudo indica que os alienígenas não parecem estar interessados em trocas comerciais, nem em adquirir ou vender tecnologia. O estudo interminável que fazem de nosso planeta não demonstra existir um objetivo a longo prazo (ou seja, não parece que estão fazendo um levantamento de nossas riquezas e recursos naturais). Na verdade, parece que estão atrás de alguma coisa mais impalpável, própria de sua cultura (e de suas necessidades), mas que nos escapa completamente e à qual não damos o devido valor.
Ainda com relação à técnica e à tecnologia, sabe-se que o homem somente conseguiu produzi-las em virtude de uma adaptação anatômica resultante de uma longa evolução: uma mão com polegar preênsil. Foi esta característica humana que permitiu a formação de uma civilização baseada na técnica, inicialmente, e na tecnologia depois, após um longo progresso da ciência. As características culturais díspares em todo o mundo possuem um caráter em comum, que é o conhecimento e a exploração da natureza por todos os habitantes da Terra. Da agricultura à conquista do espaço, o homem literalmente manipulou, com as suas mãos, os recursos existentes, moldando-os e manufaturando-os de forma a lhe proporcionarem alimentação, segurança e conforto.
No caso dos alienígenas, com seu físico franzino e mãos frágeis de apenas três ou quatro dedos, é de espantar que apresentem uma tecnologia tão avançada. Mas, pergunta-se, seria esta tecnologia resultado de uma atividade industrial? A disparidade de modelos de naves avistadas leva a deduzir que existiriam inúmeros modelos àdisposição dos interessados. Entretanto, as características por demais estranhas mostradas por estas naves, bem como pelos seus ocupantes, pode levar à conclusão de que sua forma e matéria possam ser adequadas à sua extrema evolução. Talvez a sua manufatura não se dê por meios industriais tal como os conhecemos. Pode ser o caso, por exemplo, de uma simbiose mente-matéria, de um domínio tão amplo da mente sobre a matéria, que esta poderia até ser manipulada, de modo a conseguir criar tais naves. Se os alienígenas possuem uma evolução tão à nossa frente, talvez eles tenham evoluído tanto, que seus próprios poderes mentais se tornaram ilimitados. Deste modo, seria fácil para eles manipular a matéria diretamente, e com isto produzirem naves espaciais ao seu bel-prazer (outra hipótese, talvez até mais plausível, seria a utilização de robôs inteligentes para tal tarefa).
Falou-se, na primeira parte, sobre o comportamento anômalo de alguns animais expostos a materiais provindos de emanados de UFOs, ou frente a pessoas que tiveram contato direto com eles. Tem-se constatado que o sobrevoo de UFOs provoca o pânico nos animais, que evitam inclusive os locais de aterrissagem. O pesquisador francês Gordon W. Creighton, a pedido de Allen Hynek, fez um estudo amplo sobre este tipo de comportamento. Creighton comenta que "... no decurso da compilação deste catálogo, fiquei muito impressionado pelo terror total, absoluto, chocante, manifestado por inúmeros animais em presença de UFOs. Se o ‘fenômeno UFO’ fosse devido a qualquer fator de ambiente aqui presente há muito, sobre a Terra, na atmosfera terrestre, ter-se-ia podido pensar que os animais teriam, decerto, no decurso dos tempos, desenvolvido uma espécie de costume, ou de tolerância, perante tal fator ambiente.
Algumas pessoas supõem que o que os perturba tanto é principalmente alguma emissão VHF de altíssima freqüência. Que um fator VHF esteja aí muitas vezes implicado posso acreditar, mas parece-me que esteja longe de representar todo o conjunto de mal-estar e de terror manifestado pelos animais."Este terror é talvez algo de mais fundamental, elementar, emanado talvez dum conhecimento instintivo dos nossos animais, referindo-se o ‘fenômeno UFO – ou um dos seus elementos – a uma força ou a um agente que é absolutamente estranho e hostil às criaturas do nosso mundo: uma força ou um agente cuja vinda só pode significar para elas desmembramento, destruição e aniquilação. "Esse medo irreprimível, manifestado pelos animais, pode pois, construir a nossa prova segundo a qual o ‘fenômeno UFO’ não é ambiental, mas verdadeiramente ‘algo proveniente do exterior’, quer dizer, qualquer coisa‘do exterior do nosso planeta’, isto é, do exterior do nosso quadro particular espaço-tempo: em todo caso, alguma coisa que é fundamentalmente, e implacavelmente, hostil, repelente, nefasto, do ponto de vista de toda a vida saída do nosso planeta. É algo que é inteiramente novo na experiência do homem e do animal".
Já em 1953 o engenheiro francês Jean Plantier publicou um estudo no qual emitia uma hipótese de funcionamento para um engenho inter-estelar ideal, hipótese esta baseada em alguns postulados iniciais. Para Plantier, o engenho ideal deveria ser propulsionado por campo de forças, a partir de uma energia cósmica onipresente (éimportante considerar que ele não tinha em vista estudar ou mesmo explicar o funcionamento dos UFOs). O engenho libertaria uma energia semelhante àquela dos raios cósmicos, a qual se irradiaria na forma de um fluido "corpúsculo-ondulatório" no sentido do deslocamento, a velocidades próximas à da luz, e formando um feixe contínuo, que além de propulsá-lo, dar-lhe-ia sustentação quando estacionário. O princípio da propulsão por campo de forças, nas acelerações, se daria sobre todas as moléculas do engenho, com o que elas progrediriam simultaneamente, à mesma velocidade, evitando amontoamento. Deste modo, o piloto não sofreria nenhum dano nas viradas bruscas, por não estar submetido à força de inércia. Prosseguindo no desenvolvimento de sua hipótese, Plantier (que ficou surpreso ao encontrar aspectos coincidentes com o que as testemunhas descreviam acerca dos UFOs) desce a pormenores altamente técnicos, que não serão aqui explanados.
Basta dizer que alguns dos aspectos mais desconhecidos a respeito do funcionamento dos UFOs, tais como o aparecimento dos fios denominados "cabelos de anjo", bem como mudanças de aspecto, coloração, silêncio, movimento em "folha-seca", formação de nuvens de formatos diferentes, vôo em zigue-zague, luminescência, etc, foram todos previstos em sua teoria. Finalmente, Plantier afirma que engenhos deste tipo poderão se desintegrar instantaneamente caso sua proteção "aerodinâmica" (que lhes permite voar a alta velocidade pela atmosfera, sem atrito) se desfaça; neste caso, ele irá se chocar com o ar imóvel estando com uma elevada energia cinética, fazendo subir a temperatura em sua superfície a graus elevadíssimos. Esta, talvez, seja a explicação para a queda relatada de alguns UFOs. Se um UFO atravessar a atmosfera a uma determinada velocidade, ele poderá comportar-se como um meteoro flamejante, em virtude dos efeitos eletromagnéticos ocasionados. Sons sibilantes ou crepitantes poderão ser ouvidos a vários quilômetros de distância, na denominada "audição eletrofônica" (ou também "som brontofônico"), um som que se produz nas imediações do ouvinte devido à conversão de ondas eletromagnéticas de freqüência desconhecida em ondas sonoras, conversão esta que pode dar-se em certos materiais específicos e até mesmo no cérebro humano (embora sendo um fenômeno raro, não é impossível de acontecer).
A dimensão tecnológica, sob o ponto de vista do conhecimento terrestre, é insuficiente para abarcar o fenômeno UFO, pois não explica suas mudanças de forma, variações de densidade, quantificação de materialidade (materialização/desmaterialização), efeitos físicos e psíquicos, etc. Uma dimensão que se enquadre sob aquilo que se convencionou chamar de magia (conceito lato) não pode ser descartada, mesmo que não receba o aval da ciência, sob pena de descaracterizar e empobrecer o fenômeno. Como escreveu o escritor de divulgação e ficção científica Arthur Clarke, "uma ciência superior à nossa deve, necessariamente, aparecer aos nossos olhos como magia". Clarke, entretanto, não acreditava na magia, e sim na ciência, e com esta declaração ele desejava tão somente fazer uma metáfora.
A ciência do século 21, paradoxalmente, será talvez uma continuidade das teorias lançadas no começo do século por Nikola Tesla. Quando se abordou o Fenômeno Ummo e a Experiência de Filadélfia, falou-se também acerca da Referência de Tempo Zero, com relação aos deslocamentos no tempo. Os trabalhos de Tesla neste campo foram desenvolvidos pelo cientista T. E. Bearden, que trabalhou nos conceitos de teoria escalar e vetor de ponto zero. De acordo com a ciência ortodoxa, um sistema de forças com soma zero é nulo. Para Tesla, e também para Bearden, seus componentes continuam a existir, e eventualmente criam uma tensão no vácuo. A teoria escalar, por seu lado, compreende os efeitos de uma onda eletromagnética bastante conhecida (e indesejada) pelos radioamadores, a onda estacionária.
Quando há um casamento de impedâncias inadequado entre o cabo que conduz a onda e a antena transmissora (as resistências elétricas internas de cada um são diferentes), resulta uma onda inversa ou refletida que retorna para o transmissor, e sua combinação com a onda principal (ou onda incidente) pode danificar o transmissor e o cabo de transmissão. Tesla descobriu que podia usar esta onda peculiar para gerar energia em qualquer ponto distante que ele quisesse, apenas alterando os vetores nulos do local visado.
O sistema escalar, ou sistema de vetor nulo, pode produzir uma tensão no próprio espaço-tempo do vácuo, a qual representa um efeito gravitacional. As energias dos vários componentes eletromagnéticos em uma região local são bloqueadas em um potencial artificial, o qual, de acordo com a teoria da relatividade geral, representa um potencial gravitacional.
De acordo com a teoria de Kaluza-Klein, este potencial possui no mínimo cinco dimensões. Se este sistema de forças for variado simultaneamente, mas sempre em fase, isto gera uma variação rítmica na densidade energética do vácuo local, o qual constitui uma onda gravitacional. De acordo com Bearden, o vácuo é composto por um número infinito de camadas ou extratos virtuais, sendo que cada uma delas corresponde a uma dimensão sucessiva a ser adicionada ao nosso espaço tetra-dimensional. Na primeira camada (a nossa), a velocidade máxima é "c" (velocidade da luz); na segunda camada, "c²"; e assim sucessivamente. Toda essa teoria, por outro lado, é também ventilada nos textos "ummitas" e aparece extensamente citada (pelo major) nas notas de pé de página do livro de Benitez.
À maneira da dualidade corpúsculo-onda da física, os UFOs parecem possuir uma dualidade material-imaterial, dualidade esta que não se ressente da contradição de seus conceitos. Apesar da inequívoca materialidade dos objetos (peso, consistência, massa, opacidade à luz e ao radar), outras características de seu comportamento osenquadra como imateriais (quando fundem-se dois ou mais em um só; quando aparentam ser não apenas máquinas, mas seres vivos ¾ e aqui apresenta-se outra contradição conceitual insanável). Além disso, parece que os UFOs, de algum modo, são capazes de manipular a realidade, criando um campo de realidade distorcida, virtual ou mesmo múltipla (que talvez nem sempre corresponda às lembranças posteriores do abduzido). O próprio comportamento da testemunha parece ser constantemente previsto e manipulado (no livro A Quinta Coluna do Espaço, J. J. Benítez fala a respeito de um objeto aéreo luminoso avistado à noite por um guarda rodoviário, objeto este que sumiu repentinamente. Em seguida, como que vindo do nada, surgiu um carro negro na estrada, com algumas pessoas estranhas e misteriosas em seu interior).
A dimensão ou fator tecnológico não é absolutamente, determinante para o estudo dos UFOs. Isto é demonstrado pela casuística ufológica, ao se estudar determinadas manifestações ou avistamentos ocorridos no passado, e que foram registrados com maior ou menor fidelidade. Sabe-se, pelos extensos registros jornalísticos da época, que o ano de 1897 foi extremamente fértil em "avistamentos". Sabe-se, também, que eram vistas aeronaves em forma de charuto (dirigíveis), mas extremamente lentas, abertas e até com âncoras penduradas de suas bordas.
Há extensos relatos de pessoas que desciam e pediam alimentos ou ferramentas para ajudá-los a reparar seus barcos voadores (pode-se citar, por exemplo, o incidente ocorrido com William Megiveron, instado a fornecer sanduíches a alguns tripulantes). Isto, entretanto, aconteceu bem antes que os primeiros "zepelins" se tornassem funcionais (voassem). Sobre os céus da Suécia e Noruega, em 1933, por outro lado, eram vistos aviões sem identificação, mas de duas asas, como se fossem aviões comuns (apropriados à tecnologia da época).
Tais aviões, entretanto, voavam em condições difíceis, o que os aviões existentes à época não podiam fazer. É claro que se pode perguntar: eram mesmo dirigíveis, os objetos vistos no século passado? Eram mesmo aviões, os objetos vistos sobre a Suécia em 1933? São mesmo discos voadores, os objetos vistos hoje em dia? Mesmo com todas as evidências de materialidade densa, pode-se dizer que os UFOs são objetos reais? Não seria o caso, por exemplo, de os alienígenas estarem se expondo de uma forma adaptada à tecnologia de cada momento histórico? Ou estariam eles copiando o nosso futuro? A manipulação das estruturas do real, onde a mente das testemunhas é afetada e distorcida, substituindo os quadros do cotidiano por eventos de natureza fantástica, pode ser realmente uma manipulação mágica, aos moldes ou à feição daquela magia descrita nas obras de Carlos Castañeda. Esta magia (descrita principalmente nas obras O Presente da Águia, O Fogo Interior, O Poder do Silêncio) refere-se às conseqüências da mudança de posição de um ponto, denominado "ponto de aglutinação", que é, presumidamente, um vórtice de energia alojado no ovóide luminoso que envolveria o ser humano. Tal ponto de aglutinação, quando convenientemente manipulado, permitiria a distorção da realidade, ou até mesmo deslocamentos dimensionais. É evidente que não se está a sugerir que os alienígenas sejam feiticeiros do cosmos, à maneira de D. Juan (o feiticeiro personagem das obras de Castañeda); pode haver, entretanto, uma semelhança estrutural e funcional no conhecimento mágico deste e daqueles, ou talvez, a estrutura operatória comum a ambos tenha a mesma origem.
O comportamento mágico está excessivamente disseminado em todas as culturas do mundo, para que possa ser simplesmente descartado como superstição ou mito. O racionalismo científico, céptico e materialista é uma exceção exclusiva da cultura ocidental, herdeira da tradição grega (mas somente após Aristóteles; a tradição pré-socrática é eivada de magia); em todas as outras culturas, o pensamento mágico prepondera na determinação das estruturas da realidade. O pensamento mágico não caracteriza a fase infantil de uma sociedade; ele possui a sua própria lógica interna e uma coerência intrínseca que regula e normatiza o comportamento dos seus membros, revelando uma complexa estrutura inerente a esta sociedade.
Por todos esses motivos, a pesquisa ufológica deve ser aberta, abrangente e não preconceituosa; sendo este campo extremamente bizarro, cheio de inconsistências e de paradoxos, qualquer tipo de investigação extremamente positivista e arraigada à uma lógica fechada conseguirá tão somente perder-se em seus meandros conceituais.
A questão mais difícil a ser respondida é a da intenção. É praticamente impossível deduzir uma intenção do comportamento errático, (aparentemente) irracional e ilógico dos UFOs. O comportamento humano está excessivamente vinculado ao encadeamento causa-efeito, o qual deve justificar qualquer ação. O dilema, por exemplo, é um estado comportamental lógico caracterizado pela indecisão em escolher entre duas ações opostas, ambas atraentes. Este estado lógico tem causas emocionais, pois o sujeito tenta prever uma resposta favorável à sua ação, enquanto teme a reação negativa e desfavorável à ação menos adequada.
A ação dos UFOs (de seus tripulantes) muito provavelmente não poderá ser avaliada por tais parâmetros de comportamento. A aparente ação sistemática observada, ou também a aparente irracionalidade de certas ações singulares e específicas talvez decorram de uma percepção mais ampla da realidade.Talvez os UFOs estejam em interação com aspectos ou entidades ocultas que permeiam ou convivam com os humanos, sem que estes os percebam (para o pesquisador Leonard Stringfield, existe uma região nos EUA, que abrange porções dos estados de Ohio, Kentucky e Indiana, com centro aproximado em Cincinnati, que parece exercer uma estranha atração sobre os UFOs, deles merecendo uma atenção ou uma aparente vigilância especial e inexplicável). Talvez a realidade não seja única, e sim múltipla, com dimensões paralelas e/ou superpostas (algumas modernas teorias da física preconizam a existência de dez ou mais dimensões, no universo).
Qual seria o fenômeno real por trás das luzes inteligentes, ou luzes que são comandadas por pretensos contatados? As evidências testemunhais não deixam dúvida sobre este tipo de fenômeno. Acreditar, no entanto, que estas luzes são naves espaciais que se sujeitam a dar revoadas inúteis apenas para responder a um contato, é colocar o fenômeno sob o prisma do ridículo e da imbecilidade (aliás, achar que todos os fenômenos inexplicáveis da natureza podem ser explicados pela intervenção de extraterrestres, é o mesmo tipo de reducionismo elaborado pelos espíritas ortodoxos, que acreditam que tudo pode ser explicado através da intervenção de espíritos dos mortos).
A verdade é que a natureza, a realidade, o ser e o universo não podem ser abrangidos por teorias simplistas e reducionistas, elaboradas para se adaptarem a preconceitos e paradigmas personalistas. Certos fenômenos, embora pouco conhecidos, nem por isto deixam de ser reais. A um nível prosaico, embora de efeitos extraordinários, é possível manipular a realidade através do hipnotismo, fazendo o hipnotizado ver coisas ou pessoas que não estão à sua frente, ou deixar de ver pessoas fisicamente presentes. O mais surpreendente é que se pode fazer com que o hipnotizado mantenha diálogos com pessoas ausentes, como se estas estivessem à sua frente, e descobrindo coisas a respeito delas que ele não sabia.
A explicação para os fatos citados talvez possa estar na telepatia, na clarividência ou até mesmo na retro ou pré-cognição, mas qualquer conclusão a respeito seria apressada. O hipnotismo, no entanto, não é um instrumento de pesquisa definitivo, porque envolve variáveis que a maioria dos pesquisadores não consegue dominar. Freud, por exemplo, deixou de utilizá-lo na psicanálise, por não poder controlar os seus resultados. Com relação aos contatados (verdadeiros), verificou-se que é muito fácil o hipnotizador contaminar o hipnotizado com as suas crenças básicas, e com isto invalidar a experiência. Esta contaminação se daria através de perguntas indutoras, que já apontam em seu conteúdo as respostas desejadas inconscientemente pelo interrogador. Em determinada experiências levadas a cabo nos EUA, pessoas hipnotizadas foram levadas a crer que tinham sofrido um processo de abdução por UFOs (experiência esta não acontecida de verdade). Para surpresa dos pesquisadores, elas passaram a descrever os aspectos da abdução com a mesma riqueza de detalhes dos abduzidos reais, inclusive com os pormenores usuais. Este fato pode ter várias explicações: conhecimento prévio, pelo hipnotizado, (através da leitura de jornais, livros e revistas) da casuística ufológica; possível contaminação através de perguntas indutoras; acesso da mente a um inconsciente coletivo, tal como descrito por Jung; descoberta acidental de um abduzido que não conhecia a sua condição.
Jacques Vallée afirma que "Os pesquisadores dos sequestros fazem uma objeção válida ao conceito de que todas as lembranças são fantasias. Não só os elementos hipnotizados recordam certos padrões, como testemunhas que lembram conscientemente de todo o episódio (...) descrevem padrões similares. Entretanto, as pesquisas recentes sobre a memória, e especialmente a pesquisa de crimes por testemunhas nos tribunais, indicam que devemos proceder com muita cautela nesta questão".
Uma experiência realizada pelo cientista russo Vasiliev (da extinta União Soviética), em 1921, causou extrema perplexidade pelo seu alto grau de estranheza. Vasiliev descobriu que aproximando um imã em ferradura da nuca de uma pessoa hipnotizada, de modo que o polo norte do imã fique a cinco centímetros da região temporal direita, e sem que a experiência seja do conhecimento do hipnotizado, imagens ópticas que lhe sejam sugeridas (imagens sem existência real) se deslocam ou distorcem, em função da aproximação do imã.
Todos esses fatos servem para demonstrar que a realidade não é tão simples como se acredita. A percepção do mundo exterior, realizada através dos cinco sentidos, está ligada à estrutura dos lobos cerebrais e aos processos mentais associados (o hipnotismo modifica temporariamente esses processos, abrindo portas normalmente cerradas). Os sentidos humanos são extremamente restritos, para que uma percepção fiel do mundo ou da realidade seja possível. Os sentidos mais desenvolvidos são a visão e a audição; a luz visível, no entanto, é uma ínfima janela de percepção no amplíssimo espectro eletromagnético, e a faixa acústica (de audição) é uma das mais pobres do reino animal. Certos aspectos invisíveis da realidade, no entanto, podem ser detectados através de equipamento eletrônico especializado. A maioria dos operadores de radar já teve oportunidade de captar certos objetos invisíveis na atmosfera, que eles denominam "anjos". A meteorologia procura explicar estes objetos dizendo que eles são produto de inversões térmicas ou outro fenômenos conhecidos. Outras evidências científicas levam à conclusão que a realidade parece ser uma construção da mente, não somente quanto a dimensão perceptiva, mas também quanto a dimensão operatória. Em seu livro The Seth Material (uma apresentação das idéias avançadíssimas de um ser espiritual) Jane Roberts diz (citando Seth): "A idéia básica é que os sentidos são desenvolvidos, não para permitir tomar consciência de um mundo material já existente, mas para criá-lo...".
Keith Thompson diz que "Atualmente, nos reinos da ciência, discute-se acaloradamente sobre a conveniência de se continuar a falar da realidade como algo absoluto e eternamente independente das nossas observações e dos nossos pensamentos. Contrariando a ideia tradicional e tranquilizadora de que a ciência aproxima-se cada vez mais do conhecimento e do mapeamento da natureza exata de um universo supostamente auto-suficiente, novas descobertas na ciência do conhecimento indicam que o papel ativo do observador deve ser incluído – e explicitamente levado em conta – na explicação científica".
A experimentação científica, como qualquer cientista sabe, é uma relação sujeito-objeto, onde o sujeito (observador) pode alterar o objeto (realidade) no ato da experimentação (observação). A impossibilidade de descobrir o que seja o objeto, pela experimentação, existe tanto a nível microfísico (teoria da indeterminação de Heisenberg) quanto a nível macrofísico (teoria da relatividade de Einstein). Assim, o conhecimento do real é um conhecimento deduzido de interferências (e de inferências) sobre o objeto, conhecimento este que só pode ser expresso através de equações matemáticas. Mas isto tão somente em relação ao universo "observável" ou perceptível pelos sentidos; o universo não percebido sequer é considerado pela ciência, exceto aquele deduzido nas considerações altamente abstrusas da matemática superior. Já em 1932 o físico inglês Paul Dirac apresentou uma teoria sofisticada, de base matemática extremamente complexa, segundo a qual o mundo observável é tão somente uma tênue camada sobre a superfície da verdadeira realidade, a qual se constituiria de um denso oceano de partículas (na verdade, anti-partículas) elementares e imperceptíveis. Para Dirac, tais partículas devem encontrar-se em um estado energético inferior a zero, ou seja, seriam negativas. Essa hipótese recebeu confirmação experimental, revelando que o universo deve ter uma estrutura simétrica, de matéria e anti-matéria. Embora com base em outras premissas, também o físico David Bohm teorizou a este respeito. Para ele, a realidade tangível é uma espécie de ilusão, sendo que a realidade fundamental está a um nível mais profundo. Bohm compara o mundo a uma projeção holográfica, sendo que a parte visível é o nível mais superficial, que ele chama de "ordem exposta" ou "ordem revelada", e a parte invisível, subjacente, é o nível mais profundo, ao qual ele chama "ordem envolvida" ou "ordem velada". Neste nível, não existe o aqui-agora, ou dimensão espaço-tempo; existe apenas o que ele chama de "não-localidade" (que foi previsto no famoso paradoxo Einstein-Rosen-Podolsky).
Essa concepção avançada está prevista na inacabada Teoria do Campo Unificado, de Einstein. Bohm diz que Einstein propôs que o conceito de partícula não deveria ser tomado como básico, e que, ao invés, a realidade total fosse vista como constituída de campos (expressos por equações não-lineares) consistentes com a teoria da relatividade. As equações poderiam ter soluções na forma de pulsos localizados, ou regiões de campo intenso que poderia se mover pelo espaço como um todo estável (similar a uma partícula) mas com intensidade decrescente. "Em última instância, o universo inteiro (com todas as suas ‘partículas’, incluindo aquelas que constituem os seres humanos, seus laboratórios, instrumentos de observação, etc), tem de ser entendido como um único todo indiviso, no qual a análise em partes existentes separada e independentemente não possui qualquer status fundamental".
As descobertas modernas da cosmologia e astrofísica, tais como quasares, pulsares, estrelas de nêutrons, buracos-negros, teoria das cordas (strings), etc, introduziram o fantástico no âmbito científico. Mais e mais, os físicos modernos admitem o mistério do universo, ainda que seja unicamente a nível material e destituído de espírito.
Toda essa digressão foi feita a propósito da relação entre a intenção por trás do fenômeno UFO e a possibilidade de que possam perceber realidades intangíveis que o homem não consegue perceber. Se os UFOs (os alienígenas) podem perceber uma realidade oculta, é possível que esta realidade seja a face de um plano ou esquema gigantesco, no qual o homem seja somente a cobaia de um experimento, e tão merecedor de atenção e piedade quanto um rato de laboratório. Isto aparentemente atenta contra a dignidade humana, mas qualquer consideração neste sentido é viciada pelos padrões de pensamento usuais. Em nome de uma moral que não pratica, o homem costuma verberar contra toda injustiça, desde que esta não seja oriunda de seus próprios atos.
Talvez, enfim, o homem esteja sob a tutela desses estranhos seres, tutela esta que queiramos ou não, se regerá pelos seus exclusivos critérios.
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