QUEM ERA BOLON YOCTE?
QUEM ERA BOLON YOCTE?
Estamos no limiar de 2012 e a profecia Maia sobre os acontecimentos que possivelmente ocorrerão na data de 21 ou 23 dezembro de 2012, continuam causando muitas especulações.
Independentemente das mais variadas interpretações que possam ser atribuídas aos códices Maia, em especial o código de "Desdren".
Interpretações e superstições a parte, o devido respeito às inscrições talhadas em pedra que nem de perto resumem milênios de cultura ancestral, fundada sob magníficos conhecimentos acerca da agricultura, arquitetura e astronomia se dá justamente a capacidade deste povo e de outros tantos, em compreender os fenômenos astronômicos e suas influências diretas à terra.
Conforme divulgado ontem, está certo que as previsões maias não falam do fim do mundo, suas previsões demonstram sim, fenômenos climáticos decorrentes de uma grande transformação pela qual o planeta irá passar.
Códice de Desdren

"Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronômicas. Os eclipses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as incrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientistas chegaram é que os maias eram obcecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear".
No códice de Desdren os maias na ultima de uma série de previsões, o 13º baktun - número sugestivo, afirmam que em dezembro de 2012, um deus irá voltar "Bolon Yocte".
Segundo os estudos elaborados acerca da civilização Maia esta deidade em especifico não consta na sua lista de divindades, depois de décadas de pesquisas arqueológicas e investigações realizadas sobre a cultura e a história Maia o suposto deus aparece somente em dois documentos. Daí a uma das possíveis fontes de crédito ao calendário maia e suas previsões, ora um deus relacionado com mudança enigmáticas é citado em milênios de história apenas duas vezes?!
Bem, as dificuldades em compreender o porque disso desfazem-se como nuvens, quando percebemos que um deus ligado a mudanças radicais e nada agradáveis aos seres humanos, de fato nunca poderia ser adorado. Entretanto o "Monumento de Tortuguero" que refere-se diretamente ao 13º baktum traz algumas referências ao suposto deus, porém muitas informações não podem ser obtidas tendo em vista o desgaste de alguns dos glifos.
"Quem é Bolon-Yokte?" Bolon Yokte é o Deus do Nine Strides, (ou o Deus da Strides Numerosas, já que Bolon, que significa "nove" é frequentemente utilizado como "muitos" ). Às vezes referido como "K'u, ou B'olon Okte 'B'olon Yookte K'uh, onde K'uh significa divindade, ele também tem sido chamado Ah Bolon Yocte dos Nove Caminhos nos livros pós-conquista de Chilam Balam. O deus tem uma associação com o submundo de conflitos e guerra, tempos de transição perigosa, agitação social, os eclipses e as catástrofes naturais como terremotos. Ele aparece no final do baktuns, assistido na Criação do mundo atual e estará presente na Criação próxima em 2012. Outras traduções do nome são God of Nine Steps, o Deus Nine-Footed e Jaguar-Foot-Tree, porque a palavra bolon ou balan (nove) foi usado pelos Maias como um trocadilho para balam (jaguar). O deus era visto alternativamente como nove indivíduos ou como um deus coletiva".
Deus da transformação, deus do nascer dolorido de uma nova era, assim pode ser brevemente resumida a interpretação maia acerca daquela deidade.
Novamente nos vemos diante de uma previsão atormentadora, mas sob uma nova ótica, se ela realmente se revelar, não será o fim mas apenas o começo, uma espécie de aplicação prática da "Teoria do Caos".
Enquanto isso a produção de livros, documentários, seitas, seguidores, grupos de sobrevivência e possivelmente "souvenirs" não para de crescer.
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