CHEGARAM PRIMEIRO EM MARTE II




No dia 7 de maço de 2012, compartilhamos no blog a postagem intitulada "Chegaram Primeiro em Marte", cujo conteúdo apresenta supostas inscrições no solo marciano, identificadas por imagens da sonda "Mars Express", cuja a interpretação está claramente vinculada com alguns dos símbolos do zodíaco.

Até a comprovação ou não das informações e do vídeo que circulam na internet, o fato merece atenção, pois pode tratar-se da prova de que alguém esteve ou viveu no "planeta vermelho".

Imagens supostamente tomadas da superfície de Marte, contendo anomalias e outras coisas surreais são recorrentes na internet, no entanto o que não vemos com muita frequência são imagens contendo claras representações gráficas.
O fato que nos leva a escrever hoje, é um interessante livro, alegadamente fictício, pois existem várias versões para a sua origem, chamado "Necronomicon" nome atribuído em Grego, ou "Al Azif" em Árabe. A obra foi concebida como uma espécie de manual para invocar seres ou entidades, capazes de viajar pelas dimensões do universo. Estas criaturas, segundo o que aponta o livro, seriam dividas em dois tipos: Os antigos - cuja a estória contada no livro menciona como seres que teriam objetivos maléficos em relação ao nosso planeta e Os deuses mais antigos - que teriam supostamente intervindo em favor da terra e expulsado os seres antigos maléficos para uma outra dimensão.

A obra em si possui um duplo interesse, por mencionar certos rituais que devem ser seguidos para que se possa contactar, um ou outro tipo de ser, mas o que mais poderia assustar são as instruções que supostamente abririam portais para aquelas entidades, regressarem ao nosso mundo.

São apresentados no livro diversos símbolos, que possuem estreita semelhança com símbolos atualmente apontados como originados de alguma civilização extraterrestre, e orientações para a construção de uma espécie de "Stonehenge" - Portal.


Suposto alfabeto de Nug-Soth (O antigo), apresentado pelo livro :


Supostos símbolos extraterrestre que circulam na internet:




Imagem: Marcações antigas encontradas em Jerusalém.


É inegável a semelhança de alguns dos símbolos, no entanto, qual teria sido a fonte originária de todas essas representações?. 
As pesquisas entorno da Ufoarqueologia, apontam algumas explicações e seus defensores, sustentam a teoria de que, em um passado remoto, a humanidade tenha convivido com seres evoluídos provenientes de outro planeta, galáxia ou dimensão. Ainda segundo a coerência empregada nessas teorias, a humanidade teria interpretado esses seres como sendo divindades, deuses e ou demônios, dependendo do tipo de interação que tenham tido com nossos ancestrais. Como exemplo claro dessa argumentação podemos citar os textos indianos, que ilustram uma estória de incríveis máquinas voadoras e uma guerra sem precedentes entre supostos "deuses". Impossível não interligar, pelo menos uma ordem coerente, com o que o livro aponta como sendo a expulsão dos "Antigos":   

"E os deuses mais antigos abriram os olhos e
constataram as abominações daqueles que assolavam a Terra. Em sua cólera,
voltaram-se contra os Antigos, que permaneceram em sua injustiça, e os
expulsaram da terra para o vazio dos espaços onde reina o caos e que não
abrigam qualquer forma. E os deuses mais antigos apuseram seu emblema sobre
o Grande Pórtico e os Antigos foram impotentes contra sua potência."

Em outra passagem do livro, podemos encontrar clara referência à suposta localização do mundo para onde os seres "Antigos", foram enviados:


"E atrás desse Pórtico vivem atualmente os Antigos, não em espaços conhecidos
pelos homens, mas os espaços que os separam. Vagueiam além das esferas
celestes e esperam, sempre, o momento do retorno. Pois a Terra conheceu-os e
os conhece para sempre. Esses antigos têm Azathoth como seu senhor, o louco
informe, e permanecem com ele na caverna negra situada ne centro do infinito. É
ali que ele devora vorazmente, num caos total, em meio ao rufar demente de
tambores ocultos, o som dissonante de hórridas flautas e o uivar incessante de
deuses cegos e idiotas que subsistem e gesticulam sem objetivo pela eternidade.
A alma de Azathoth se encontra em Yog-Sothoth e assinalará aos Antigos quando
as estrelas indicarem que chegou o momento do retorno. Pois Yog-Sothoth é o
pórtico pelo qual passarão aqueles que povoam o vazio quando retornarem. Yog-
Sothoth conhece os meandros do tempo, pois o Tempo é Um para ele. Sabe de
onde os Antigos provêm, em tempos recuados; sabe de onde sairão quando o
ciclo recomeçar."


Nos trechos em negrito destacamos o que se assemelha a uma descrição de um "Buraco Negro", como sendo o lar ou pelo menos a porta de entrada para um mundo paralelo. No último trecho em negrito, aparece um alerta ao retorno dos antigos, o momento em que uma conjunção de fenômenos cósmicos possibilitarem o retorno deles ao nosso mundo. RESSALTAMOS QUE O LIVRO É DÚBIO, SUA AUTORIA E ORIGEM INCERTOS.

Obviamente a discussão acerca da Teosofia que envolve os mistérios do passado obscuro da humanidade, aprofunda-se mais do que a própria imensidão do Universo.

Retornando à infame obra de Abdul al Hazred, podemos encontrar um ritual específico que utiliza os símbolos do zodíaco em sua elaboração, com o objetivo de abrir um portal, por onde:  

Para erigir as pedras
"A fim de construir o Pórtico pelo qual se manifestarão os provenientes do vazio,
deve-se erigir as pedras nesta configuração. As quatro pedras cardinais que
definirão a direção dos quatro ventos que sopram conforme a estação devem ser
postas primeiro.
No rumo norte deve ser colocada a pedra dos Grandes Frios que será a porta do
vento de inverno e nela grava-se o símbolo de Touro , signo da Terra . No rumo
sul, a cinco passos da pedra que indica o norte, deve ser colocada a pedra dos
Grandes Calores, por onde sopram os ventos do verão, e nela deve ser gravado o
signo do Leão-Serpente . A pedra do vento uivante será colocada ao leste,
onde intervém o primeiro equinócio, e terá o signo da água . A pedra das
torrentes sonoras deve ser erigida a oeste e para o interior, a cinco passos da
pedra que marca o leste, ali onde, à tarde, se põe o sol e recomeça o ciclo da
noite. A pedra deve ser marcada com o símbolo do signo de Escorpião cuja cauda
atinge as estrelas . Colocam-se as sete pedras dos errantes pelo céu, mas não
as quatro pedras interiores e, por suas influências diversas, a sede da potência
estabelecer-se-á.
Ao norte, atrás da pedra dos Grandes Frios, deve ser posta primeiramente a pedra
de Saturno a uma distância de três passos. Feito isto, as demais pedras devem
ser postas, à mesma distância, em sentido anti-horário (da direita para a
esquerda): a de Júpiter, a de Mercúrio, a de Marte, a de Vênus, a do Sol e a da
Lua, marcando-se cada uma com o signo que lhe é próprio. No centro dessa
configuração deve ser instalado o Altar dos Veneráveis Antigos marcado pelo
símbolo de Yog-Sothoth e pelos Nomes Poderosos de Azathoth, de Cthulhu, de
Hastur, de Shub-Niggurath e de Nyarlathotep.
Essas pedras serão as Portas pelas quais serão invocados aqueles que se
encontram fora do tempo e do espaço dos homens. Ora-se sobre essas pedras à
noite quando a luz da Lua desfalece, voltando-se o rosto para a direção de onde
Eles virão, pronunciando-se as palavras e fazendo os gestos que trarão os Antigos
e lhes permitirão caminhar novamente sobre a Terra."

Lendo apenas esse trecho do livro, já podemos compreender porque essa e outras obras foram banidas na idade média, recheadas de referências sombrias, enigmáticas e codificadas acabavam sendo destruídas pelos que consideravam essa forma de escrita e seu conteúdo ofensivo às suas crenças.



As representações em Marte, se o vídeo for verdadeiro, não poderão facilmente ser atribuídas ao
clima ou relacionadas com algum evento geológico que cria um imenso e perfeito monólito em Marte e Fobos, sua lua, faces e outras estranhas formações. Aqui na Terra muitas da mais inaturais formações, foram criadas pelo homem em seus diversos estágios de desenvolvimento. 

Logicamente que, se alguém registrou sua passagem pelo planeta vermelho, poderia ter sido em uma pequena escala em direção à Terra ou da Terra para sua casa, ou ainda um registro de um povo que viveu em Marte e acabou extinto ou expulso de seu planeta.

Coincidências a parte, a ligação entre os símbolos, supostamente encontrados no solo de Marte e o livro, malgrado a sua reputação não ser das melhores, indica que no mínimo uma intenção move-se por de trás de todas as hipóteses. Quem, o que, para que, ligações sutis estão em todos os lugares?
Ainda não somos capazes de dizer.

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